domingo, 18 de maio de 2008

Never Cry



Não imploro a ti miseras lágrimas
Prefiro estar aonde não chega luz e ruído algum
Embaixo da lápide haverá o descanso merecido
Noite negra, Céu escuro, não há um amanha...
Fui uma inocente em meio a cidade desgraçada
Filho da podridão
que venha sem remorsos dizer-me
depois desse suplício
Que era somente teu corpo morto e sem alma
que verteram meu sangue imaculado
Sinta o choro dos esquecidos
Quanta dor você ainda pode aguentar?
Quanto mais você chora
mais poderoso sinto meu ódio
Como se todo ele me derramesse no coração
Pálido e frio desejo de vingança
Em meio as entranhas solitárias e sombrias
Baldes cheios do meu próprio sangue
Minhas lágrimas de morte
Sempre caindo cada vez mais baixo
A luz não apaga as lágrimas dentro de mim
O sangue clama ao chamado da meia noite
E em meio a nevoa da desilusão
o choro inocente e os gritos de odio te agradam?
Poderia trazer meu corpo de volta a vida
somente para lhe inflingir castigo maior?
Meu ódio é como bebida forte que cresce conforme a sede
Feliz beberá o vencedor
o sangue coagulado que o irá satisfazer
e ao escolher essa tortura serei mais forte
Nessa vida em busca pela vida
aguardo o fim da noite do julgamento
Irei observar seus passos mais nunca te acompanhar
Voce não poderá viver um amanha sem culpa
Não tenho uma alma de aço
Voce não terá segunda chance
Noite negra, céu escuro, voce nunca será um homem
e me resta amarga certeza
de que jamais verei voce como antes...


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