
No céu vejo a lua incandescente
e lembro da maldição que me empurrou para escuridão
e o brilho de sua existencia
parece ofuscar todos os outros imundos
e por todo o sofrimento que me inflingistes
prefiro cair nos braços da morte indiferente
a qual tem à mim reservado um lugar
nas fileiras secretas das legiões de dominação
Essa dor suprema enche meu insensível coração
O inverno se aproxima do inferno disperso
Ventos gelados e cortantes parecem talhar-me com o coração um diadema
É difícil para minha alma perdida impor minha vontade contra o tempo e o universo
E seus olhos feitos de luz pura empurram-me para as sombras
Cada fio dourado arrancado de sua matriz me conduz para dor
Olhos mortais radioativos sob a fria chuva
Não são mais nada do que espelhos
que me lembram os céus amaldiçoados
Esse quadro horrendo de tenebrosa humanidade
Monstro deplorável que levou-me o coração
Com seu corpo magro, frio e feito de aço
O céu perpetuamente sem brilho
O fogo queima todos os impérios corrompidos
Assim como meus sonhos esquecidos
Roídos por vermes da indiferença
Emoções tadias não me impediram de cair
Olho pela ultima vez seu ar singelo e suave
Antes de me atirar a corrente de aguas libertadora...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Curse
Postado por kimi às 12:07
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