sábado, 15 de dezembro de 2007

Vampiros


Vampiro
Tu, que como uma punhalada

Entraste no meu coração triste

Tu, que forte como uma manada

De demônios louca surgiste

Para no espírito humilhado

Encontrar o leito e o ascendente

-Infame a que estou atado

Tal como o forçado à corrente

Como ao baralho o jogador

Como à garrafa o borrachão

Como os vermes à podridão

-Maldita sejas como uma ROSA

Implorei ao punhal veloz
Que concedesse a alforria

Disse após veneno atroz
Que me amparasse a covardia

Ah! Pobre!
O veneno e o punhal

Disseram-me de ar zombeteiro

“Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro

Ah! Imbecil – de teu retiro

Se te livrássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria

O cadáver de teu Vampiro...

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